{"id":6543,"date":"2019-11-27T19:50:00","date_gmt":"2019-11-27T22:50:00","guid":{"rendered":"http:\/\/portalroberiodeogum.com.br\/?p=6543"},"modified":"2019-11-27T19:50:24","modified_gmt":"2019-11-27T22:50:24","slug":"guerra-civil-da-siria-confirmacao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/portalroberiodeogum.com.br\/mc_2019\/index.php\/2019\/11\/27\/guerra-civil-da-siria-confirmacao\/","title":{"rendered":"Guerra civil da S\u00edria-Confirma\u00e7\u00e3o! Roberio acerta de novo."},"content":{"rendered":"<p>21\/08\/2013 18h55 &#8211; Atualizado em 31\/12\/2013 11h50<\/p>\n<p>G1<br \/>\nEntenda a guerra civil da S\u00edria<br \/>\nGoverno de Assad encara rebeli\u00e3o armada que j\u00e1 dura quase tr\u00eas anos.<br \/>\nConflito tem mais de 130 mil mortos, caos humanit\u00e1rio e crise de refugiados.<br \/>\nDo G1, em S\u00e3o Paulo<br \/>\n<object codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=10.0,0,0,0\" width=\"620\" height=\"389\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/s\/\/2013\/10\/25\/galeria-620x389.swf\"><param name=\"quality\" value=\"high\"><param name=\"wmode\" value=\"transparent\"><param name=\"menu\" value=\"false\"><embed src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/s\/\/2013\/10\/25\/galeria-620x389.swf\" wmode=\"transparent\" name=\"galeria siria 25\/10\" bgcolor=\"\" menu=\"false\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" quality=\"high\" width=\"620\" height=\"389\"><param name=\"bgcolor\" value=\"\"><\/object><br \/>\nA Rep\u00fablica \u00c1rabe S\u00edria enfrenta, desde mar\u00e7o de 2011, uma guerra civil que j\u00e1 deixou pelo menos 130 mil mortos, destruiu a infraestrutura do pa\u00eds e gerou uma crise humanit\u00e1ria regional.<br \/>\nMais de 2 milh\u00f5es deixaram o pa\u00eds em busca de ref\u00fagio em na\u00e7\u00f5es vizinhas, aumentando as tens\u00f5es entre os pa\u00edses vizinhos. Outros 4,25 milh\u00f5es de s\u00edrios tiveram que se deslocar dentro do pa\u00eds devido aos combates.<br \/>\nA situa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria se agrava, as organiza\u00e7\u00f5es de ajuda n\u00e3o conseguem acesso a regi\u00f5es inteiras do pa\u00eds, e a economia encolhe em meio aos combates.<br \/>\nO contestado presidente Bashar al-Assad, da minoria \u00e9tnico-religiosa alau\u00edta, enfrenta h\u00e1 quase tr\u00eas anos uma rebeli\u00e3o armada que tenta derrub\u00e1-lo do poder.<br \/>\nNo in\u00edcio, a rebeli\u00e3o, localizada na cidade de Daraa, tinha um car\u00e1ter pac\u00edfico, com a maioria sunita -que se considera prejudicada pelo governo- e a popula\u00e7\u00e3o em geral reivindicando mais democracia e liberdades individuais, inspirados pelas revolu\u00e7\u00f5es da chamada &#8220;Primavera \u00c1rabe&#8221; iniciadas no Egito e na Tun\u00edsia.<br \/>\nOs manifestantes tamb\u00e9m acusavam o governo de corrup\u00e7\u00e3o e nepotismo.<br \/>\nEm um epis\u00f3dio na cidade, crian\u00e7as que pichavam muros teriam sido presas e torturadas, o que gerou revolta popular.<br \/>\nAos poucos, com a repress\u00e3o violenta das for\u00e7as de seguran\u00e7a, os protestos foram se espalhando pelo pa\u00eds e se transformando em uma revolta armada, apoiada por militares desertores e por grupos islamitas como a Irmandade Mu\u00e7ulmana, do Egito e radicais com o grupo Al-Nursa, uma &#8220;franquia&#8221; da rede terrorista da Al-Qaeda, com o objetivo de derrubar o regime.<br \/>\nAssad se recusou a renunciar, mas fez concess\u00f5es para tentar aplacar os manifestantes. Ele encerrou o estado de emerg\u00eancia, que durava 48 anos, fez uma nova Constitui\u00e7\u00e3o e realizou elei\u00e7\u00f5es multipartid\u00e1rias. Mas as medidas n\u00e3o convenceram a oposi\u00e7\u00e3o, que continuou combatendo e exigindo sua queda.<br \/>\nA media\u00e7\u00e3o de paz feita pela ONU, inicialmente com o ex-secret\u00e1rio-geral Kofi Annan e depois com o diplomata Lakhdar Brahimi, tamb\u00e9m vem fracassando.<br \/>\nO regime argumenta que a rebeli\u00e3o \u00e9 insuflada por terroristas internacionais, com elos com a rede Al-Qaeda, cujo objetivo \u00e9 criar o caos, e que est\u00e1 apenas se defendendo para manter a integridade nacional.<br \/>\nH\u00e1 a percep\u00e7\u00e3o, dentro e fora do pa\u00eds, de que os grupos jihadistas tentam &#8220;tomar conta&#8221; da revolta, o que dificulta a tomada de posi\u00e7\u00e3o do Ocidente.<br \/>\nO conflito se generalizou pelo pa\u00eds e tem sido marcado por derrotas e vit\u00f3rias militares dos dois lados, e pelo grande n\u00famero de mortes.<\/p>\n<p>saiba mais<br \/>\nLeia as \u00faltimas not\u00edcias do conflito<br \/>\nVEJA GALERIA DE FOTOS<br \/>\nA fragmentada oposi\u00e7\u00e3o s\u00edria tenta se organizar para uma poss\u00edvel tomada de poder, mas queixa-se de falta de apoio das pot\u00eancias ocidentais, que se mostram reticentes em entrar no campo de batalha.<br \/>\nA guerra civil s\u00edria reviveu as tens\u00f5es da Guerra Fria entre Ocidente e Oriente, por conta do apoio da R\u00fassia ao regime s\u00edrio.<br \/>\nDesde o in\u00edcio do conflito em mar\u00e7o de 2011, os EUA se limitam, oficialmente, a oferecer apoio n\u00e3o letal aos rebeldes e a fornecer ajuda humanit\u00e1ria.<br \/>\nEm junho, a administra\u00e7\u00e3o Obama prometeu &#8220;apoio militar&#8221; aos rebeldes, embora tenha mantido certa indefini\u00e7\u00e3o sobre a natureza dessa ajuda.<br \/>\nOs EUA tinham at\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s pouco apetite para intervir na regi\u00e3o, por conta do envolvimento da Al-Qaeda, inimiga mortal dos americanos e autora dos atentados do 11 de Setembro de 2001.<br \/>\nA R\u00fassia, que tem interesses econ\u00f4micos e estrat\u00e9gicos na regi\u00e3o, \u00e9 a principal aliada do governo s\u00edrio. China e Ir\u00e3 tamb\u00e9m s\u00e3o importantes aliados do presidente s\u00edrio Assad. Ele tamb\u00e9m tem apoio do movimento xiita liban\u00eas Hezbollah.<br \/>\nArmas qu\u00edmicas<br \/>\nEm 21 de agosto, a oposi\u00e7\u00e3o denunciou mais de mil mortos em um massacre com uso de armas qu\u00edmicas em sub\u00farbios de Damasco controlados pelos rebeldes. J\u00e1 havia relatos anteriores de uso de armas qu\u00edmicas pelo regime.<br \/>\nO governo e o pr\u00f3prio Assad negaram as acusa\u00e7\u00f5es, apesar de o Ocidente dizer ter provas em contr\u00e1rio.<br \/>\nObservadores da ONU foram autorizados a irem at\u00e9 o local para investigar se houve uso de armas qu\u00edmicas. O incidente \u00e9 considerado o mais grave com uso de armas qu\u00edmicas no planeta desde os anos 1980.<br \/>\nAp\u00f3s o ataque, aumentaram as conversas sobre uma poss\u00edvel interven\u00e7\u00e3o internacional no pa\u00eds, liderada pelos EUA. No dia 31 de agosto, Obama fez um pronunciamento dizendo que decidiu que o pa\u00eds deveria adotar uma a\u00e7\u00e3o militar contra alvos do governo s\u00edrio, mas ressaltou que iria buscar a aprova\u00e7\u00e3o do Congresso norte-americano antes de faz\u00ea-lo.<br \/>\nA oposi\u00e7\u00e3o s\u00edria esperou ansiosamente o ataque americano, e emitiu comunicado dizendo que a ajuda deveria vir tamb\u00e9m em armas.<br \/>\nMas a R\u00fassia mudou esse panorama dois dias depois, quando prop\u00f4s um plano para acabar com as armas qu\u00edmicas da S\u00edria. Obama, apesar do ceticismo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 proposta, aceitou a proposta. A S\u00edria come\u00e7ou a colaborar com a Opaq (Organiza\u00e7\u00e3o para a Proibi\u00e7\u00e3o de Armas Qu\u00edmicas), que lacrou os arsenais s\u00edrios e prepara-se para sua destrui\u00e7\u00e3o. O trabalho rendeu o Pr\u00eamio Nobel da Paz \u00e0 Opaq.<br \/>\nNo dia 16 de setembro, a ONU divulgou o relat\u00f3rio sobre a investiga\u00e7\u00e3o do ataque de armas qu\u00edmicas ocorrido em 21 de agosto nos sub\u00farbios de Damasco. O documento confirmou que um grande n\u00famero de pessoas morreu v\u00edtima de g\u00e1s sarin na regi\u00e3o de Goutha, na periferia da capital.<br \/>\nOs EUA afirmam que est\u00e3o dando uma chance \u00e0 diplomacia, mas que, se Assad n\u00e3o cumprir sua parte, a possibilidade de uma interven\u00e7\u00e3o militar n\u00e3o est\u00e1 descartada.<br \/>\nLeia abaixo algumas das datas do conflito:<br \/>\n2011<br \/>\n&#8211; 23 de mar\u00e7o: Ao menos 100 pessoas s\u00e3o mortas pelas for\u00e7as de ordem durante manifesta\u00e7\u00f5es em Deraa (sul), ber\u00e7o da revolta uma semana antes (militantes e testemunhas).<br \/>\n&#8211; 31 de julho: 100 mortos e dezenas de feridos durante uma vasta ofensiva do Ex\u00e9rcito em Hama (centro).<br \/>\n2012<br \/>\n&#8211; 4 de fevereiro: Mais de 230 civis, incluindo dezenas de mulheres e crian\u00e7as, s\u00e3o mortos em uma noite em Homs (centro) em bombardeios do Ex\u00e9rcito.<br \/>\n&#8211; 25 de maio: Ao menos 108 mortos em um massacre em Hula (prov\u00edncia de Homs). Uma Comiss\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o da ONU afirma que as for\u00e7as pr\u00f3-Assad s\u00e3o respons\u00e1veis por muitas mortes.<br \/>\n&#8211; 6 de junho: Mais de 100 pessoas s\u00e3o mortas, incluindo mulheres e crian\u00e7as em Al-Kubeir (prov\u00edncia de Hama). O OSDH e a oposi\u00e7\u00e3o acusam os &#8220;shabbihas&#8221; (mil\u00edcias pr\u00f3-regime) pelo massacre.<br \/>\n&#8211; 21 de junho: Quase 170 mortos, incluindo 104 civis.<br \/>\n&#8211; 12 de julho: Em Treimsa (prov\u00edncia de Hama), bombardeios e combates fazem mais de 150 mortos, incluindo dezenas de rebeldes. A oposi\u00e7\u00e3o e uma parte da comunidade internacional chamam esta opera\u00e7\u00e3o de &#8216;massacre&#8217;.<br \/>\n&#8211; 19 de julho: A repress\u00e3o e os combates fazem mais de 300 mortos, em seu maioria civis, em todo o pa\u00eds.<br \/>\n&#8211; 6 e 7 de agosto: Quase 500 mortos, incluindo mais de 300 civis, em todo o pa\u00eds. Em 11 e 12 de agosto, quase 300 mortos, particularmente em Aleppo (norte). Agosto foi o m\u00eas com o maior n\u00famero de mortos na revolta s\u00edria.<br \/>\n&#8211; 20-26 de agosto: Opera\u00e7\u00e3o militar contra Daraya: mais de 200 corpos s\u00e3o<br \/>\nencontrados nesta periferia rebelde de Damasco.<br \/>\n&#8211; 20 de setembro: 225 mortos, incluindo dezenas durante um ataque contra um posto de gasolina da prov\u00edncia de Raqa (norte).<br \/>\n&#8211; 26 de setembro: Ao menos 305 mortos, incluindo 199 civis.<br \/>\n&#8211; 23 de dezembro: Mais de 60 civis mortos em um ataque do Ex\u00e9rcito em frente a uma padaria perto de Hama (centro). Segundo a organiza\u00e7\u00e3o Human Rights Watch, os ataques contra filas de espera mataram dezenas de civis.<br \/>\n2013<br \/>\n&#8211; 15 de janeiro: 87 mortos em bombardeios contra a universidade de Aleppo. Rebeldes e regime negam responsabilidade no ataque.<br \/>\n&#8211; 29 de janeiro: quase 80 corpos de jovens executados s\u00e3o encontrado em um rio em Aleppo.<br \/>\n&#8211; 21 de fevereiro: mais de 100 pessoas s\u00e3o mortas, em sua maioria civis, em atentados em Damasco.<br \/>\n&#8211; 11 de junho: Sessenta xiitas, em sua maioria combatentes pr\u00f3-regime, s\u00e3o mortos na prov\u00edncia de Deir Ezzor (leste). Com a intensifica\u00e7\u00e3o dos combates, os balan\u00e7os do OSDH ultrapassam quase todos os dias os 100 mortos.<br \/>\n&#8211; 21 de agosto: A oposi\u00e7\u00e3o acusa o regime Assad de matar 1.300 pessoas em um ataque com armas qu\u00edmicas perto de Damasco e a comunidade internacional de ser &#8220;c\u00famplice por seu sil\u00eancio&#8221;.<br \/>\n&#8211; 22 de agosto: Corpos continuam sendo encontrados ap\u00f3s o ataque supostamente com armas qu\u00edmicas em um sub\u00farbio de Damasco. Segundo a oposi\u00e7\u00e3o, n\u00famero de mortos deve subir. A Fran\u00e7a defende o uso de for\u00e7a caso o uso de armas qu\u00edmicas seja confirmado, e a Turquia pede interven\u00e7\u00e3o internacional. J\u00e1 o Ir\u00e3 defende o governo s\u00edrio.<br \/>\n&#8211; 23 de agosto: Ativistas da S\u00edria tentam entregar \u00e0 ONU amostras de v\u00edtimas de ataque para comprovar o uso de armas qu\u00edmicas. O enviado especial da Liga \u00c1rabe e da ONU, Lakhdar Brahimi, diz que o conflito s\u00edrio \u00e9 a maior amea\u00e7a \u00e0 paz mundial. Obama diz que acusa\u00e7\u00f5es de ataque qu\u00edmico na S\u00edria s\u00e3o &#8220;preocupantes&#8221;. R\u00fassia rejeita uso de for\u00e7a, mas pede investiga\u00e7\u00e3o.<br \/>\n&#8211; 24 de agosto: A ONG M\u00e9dicos Sem Fronteiras diz que 355 dos mortos em Damasco apresentavam sintomas neurot\u00f3xicos. O regime s\u00edrio acusa os rebeldes de terem usado as armas qu\u00edmicas. O secret\u00e1rio americano de Defesa, Chuck Hagel, diz que o Pent\u00e1gono j\u00e1 mobiliza for\u00e7as para uma poss\u00edvel a\u00e7\u00e3o militar contra a S\u00edria caso o presidente Barack Obama decida por esta op\u00e7\u00e3o.<br \/>\n&#8211; 25 de agosto: Governo s\u00edrio diz que permitir\u00e1 o acesso dos inspetores da ONU a local de suposto ataque qu\u00edmico. Regime tamb\u00e9m afirma que qualquer a\u00e7\u00e3o dos EUA &#8220;inflamaria o Oriente M\u00e9dio&#8221;. O Papa Francisco pede um esfor\u00e7o internacional para acabar com a crise no pa\u00eds.<br \/>\n&#8211; 26 de agosto: Inspetores da ONU seguem para local de suposto ataque qu\u00edmico em Damasco e conversam com v\u00edtimas. Comboio sofre ataque no caminho, mas ningu\u00e9m fica ferido &#8211; governo e oposi\u00e7\u00e3o trocam acusa\u00e7\u00f5es sobre autoria dos disparos. Declara\u00e7\u00f5es de Reino Unido e Fran\u00e7a indicam que possibilidade de interven\u00e7\u00e3o aumentou. R\u00fassia diz que ataque sem aval da ONU ser\u00e1 uma &#8220;viola\u00e7\u00e3o grave&#8221;. Em entrevista Assad diz que EUA ir\u00e3o fracassar se tentarem invadir a S\u00edria. O secret\u00e1rio de Estado dos EUA, John Kerry, diz que o uso de armas qu\u00edmicas na S\u00edria foi &#8220;real e convincente&#8221; e baseado em fatos. Rebeldes assumem controle de cidade estrat\u00e9gica no norte e 50 combatentes pr\u00f3-governo s\u00e3o mortos.<br \/>\n&#8211; 27 de agosto: Segunda visita de inspetores da ONU a local de ataques \u00e9 adiada. O premi\u00ea brit\u00e2nico chama o Parlamento para discutir a situa\u00e7\u00e3o da S\u00edria, e o secret\u00e1rio de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, diz que as for\u00e7as armadas americanas est\u00e3o prontas para &#8220;agir imediatamente&#8221; contra a S\u00edria, a partir de uma ordem do presidente Barack Obama. A imprensa americana diz que o ataque, que seria realizado nos &#8220;pr\u00f3ximos dias&#8221;, seria breve, limitado e pontual, sem o prop\u00f3sito de derrubar Assad. Obama e Cameron conversam por telefone sobre a crise.<br \/>\n&#8211; 28 de agosto: Ban Ki-Moon pede aos membros do Conselho de Seguran\u00e7a que se unam para &#8220;atuar pela paz&#8221; na S\u00edria. Investigadores da ONU retomam visitas &#8211; \u00f3rg\u00e3o anuncia necessidade de mais quatro dias de trabalhos. O regime s\u00edrio acusa os rebeldes de terem feito o ataque para for\u00e7ar uma interven\u00e7\u00e3o. As pot\u00eancias pressionam a R\u00fassia a apoiar a resolu\u00e7\u00e3o que permite o ataque, mas afirmam que devem atacar a S\u00edria mesmo sem o aval do Conselho de Seguran\u00e7a. O Reino Unido garante que n\u00e3o haver\u00e1 a\u00e7\u00f5es no pa\u00eds antes do fim das investiga\u00e7\u00f5es da ONU. Obama diz que ainda n\u00e3o se decidiu sobre a\u00e7\u00e3o militar na S\u00edria.<br \/>\n&#8211; 29 de agosto: Inspetores da ONU anunciam que v\u00e3o apresentar os dados preliminares de suas pesquisas sobre suposto ataque qu\u00edmico no dia 31. R\u00fassia diz que projetos de interven\u00e7\u00e3o na S\u00edria s\u00e3o um &#8220;desafio&#8221; aos princ\u00edpios da Carta da ONU. O Reino Unido publica relat\u00f3rios que afirmam que \u00e9 legal atacar S\u00edria mesmo sem aval da ONU. Assad diz que a S\u00edria vai se defender diante de qualquer agress\u00e3o, e o Egito se posiciona contra a interven\u00e7\u00e3o militar no pa\u00eds. O premi\u00ea brit\u00e2nico diz que a responsabilidade do ataque na S\u00edria n\u00e3o \u00e9 100% clara, e o parlamento brit\u00e2nico vota contra sua mo\u00e7\u00e3o por um ataque \u00e0 S\u00edria. Reuni\u00e3o do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU sobre S\u00edria acaba em impasse.<br \/>\n&#8211; 30 de agosto: Ap\u00f3s rejei\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica a uma a\u00e7\u00e3o na S\u00edria, a R\u00fassia diz ser contr\u00e1ria a qualquer resolu\u00e7\u00e3o que permita uma interven\u00e7\u00e3o militar e a Alemanha descarta participar. J\u00e1 a Fran\u00e7a diz que decis\u00e3o de Londres n\u00e3o muda sua vontade de agir e punir Assad. Israel mobiliza seus sistemas antim\u00edsseis em Tel Aviv. O premi\u00ea brit\u00e2nico diz que n\u00e3o deve desculpas a Obama por rev\u00e9s na S\u00edria, e o secret\u00e1rio de Estado dos EUA, John Kerry, apresentando um relat\u00f3rio de intelig\u00eancia sobre o ataque, diz que ele matou 1.429 pessoas, 426 delas crian\u00e7as. Obama afirma que o regime Assad precisa ser punido, mas diz que ainda n\u00e3o tomou a &#8220;decis\u00e3o final&#8221; sobre o ataque. O governo s\u00edrio reage ao relat\u00f3rio, que classifica como &#8220;mentiras&#8221; e uma &#8220;tentativa desesperada&#8221; de justificar um ataque.<br \/>\n-31 de agosto: Obama afirma que vai atacar a S\u00edria, mas disse que, antes disso, vai buscar apoio do Congresso.<br \/>\n&#8211; 1\u00ba de setembro: O secret\u00e1rio de Estado dos EUA, John Kerry, diz que g\u00e1s sarin foi usado no ataque. O governo s\u00edrio voltou a dizer que uma a\u00e7\u00e3o americana na regi\u00e3o seria, na pr\u00e1tica, um apoio \u00e0 rede terrorista da Al-Qaeda. Os ministros \u00e1rabes das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores pediram que a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) e a comunidade internacional &#8220;assumam suas responsabilidades&#8221; na crise s\u00edria<br \/>\n-2 de setembro: A R\u00fassia disse n\u00e3o estar convencida sobre as provas apresentadas pelos EUA sobre o suposto ataque qu\u00edmico e afirmou que pretende mandar uma comiss\u00e3o parlamentar ao Congresso americano para pressionar contra o ataque. Assad afirmou que o Oriente M\u00e9dio \u00e9 um &#8220;barril de p\u00f3lvora&#8221; e advertiu para os riscos de uma &#8220;guerra regional&#8221; caso as pot\u00eancias ataquem. Analistas criticam a &#8220;indecis\u00e3o&#8221; das pot\u00eancias ao lidar com a crise s\u00edria e afirmam que Obama tomou uma decis\u00e3o arriscada ao levar o debate para o Congresso.<br \/>\n-3 de setembro: O n\u00famero total de refugiados por causa da guerra civil na S\u00edria chegou a 2 milh\u00f5es, segundo o Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Refugiados, Acnur. De acordo com um informe da ag\u00eancia, n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de melhora na situa\u00e7\u00e3o. Israel faz um teste de m\u00edssil no Mediterr\u00e2neo, em conjunto com os EUA, aumentando a tens\u00e3o regional. O Pent\u00e1gono afirma que o teste n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com a S\u00edria. Obama afirma que a a\u00e7\u00e3o na S\u00edria ser\u00e1 limitada, mas parte de uma estrat\u00e9gica para derrubar o regime Assad. O presidente da C\u00e2mara dos EUA, republicano John Bohener, anuncia apoio ao ataque e pede que seus colegas o sigam.<br \/>\n-4 de setembro: O presidente da R\u00fassia, Vladimir Putin, afirmaq ue Moscou n\u00e3o descarta aceitar uma a\u00e7\u00e3o militar contra o regime Assad, se ficar demonstrado que ele usou armas qu\u00edmicas contra a popula\u00e7\u00e3o, em entrevista divulgada pelo Kremlin. O vice-chanceler s\u00edrio diz que o pa\u00eds n\u00e3o ceder\u00e1 mesmo que o poss\u00edvel ataque ocidental provoque a terceira guerra mundial. Obama reafima que o mundo n\u00e3o pode ficar parado diante da situa\u00e7\u00e3o s\u00edria. O Comit\u00ea de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Senado aprova, por 10 votos a 7, o projeto que autoriza o governo americano a atacar a S\u00edria. O texto agora precisa ser aprovado pelo plen\u00e1rio do Senado e tamb\u00e9m da C\u00e2mara de Representantes.<br \/>\n-5 de setembro: As acusa\u00e7\u00f5es de que o regime s\u00edrio utilizou armas qu\u00edmicas em 21 de agosto s\u00e3o um &#8220;pretexto&#8221; para atacar a S\u00edria, afirma o guia supremo do Ir\u00e3, o aiatol\u00e1 Ali Khamenei. O presidente russo Putin p\u00f5e a S\u00edria na agenda do G20; ele quer pressionar Obama a desistir do ataque. O Reino Unido diz ter novas provas do uso de armas qu\u00edmicas no pa\u00eds. A embaixadora dos EUA na ONU, Samantha Power, diz que a R\u00fassia mant\u00e9m o Conselho de Seguran\u00e7a ref\u00e9m na crise s\u00edria. As divis\u00f5es no G20 em rela\u00e7\u00e3o ao ataque persistem, segundo o premi\u00ea italiano, Enrico Letta.<br \/>\n-6 de setembro: Obama afirma que a maioria dos pa\u00edses do G20 est\u00e1 de acordo em atribuir o ataque qu\u00edmico ao regime s\u00edrio. Uma coaliz\u00e3o de 11 pa\u00edses pediu uma &#8220;resposta internacional forte&#8221; \u00e0 S\u00edria, segundo a Casa Branca. Putin n\u00e3o muda de posi\u00e7\u00e3o sobre o ataque. O l\u00edder da maioria republicana na C\u00e2mara de Representantes, Eric Cantor, disse que espera que a resolu\u00e7\u00e3o sobre S\u00edria seja votada na casa &#8220;em duas semanas&#8221;.<br \/>\n-7 de setembro: Obama pede ao Congresso que n\u00e3o fique &#8220;de olhos vendados&#8221; em rela\u00e7\u00e3o ao uso de armas qu\u00edmicas na S\u00edria. Os chanceleres da Uni\u00e3o Europeia pedem uma &#8220;resposta forte&#8221; ao ataque qu\u00edmico, mas sem aderir \u00e0 proposta de ataque levada pelo secret\u00e1rio de Estado dos EUA, John Kerry.<br \/>\n-8 de setembro: O Papa Francisco denuncia o que chamou de &#8220;guerras comerciais&#8221; com o objetivo de vender armas. Assad diz \u00e0 TV americana CBS que n\u00e3o teve responsabilidade no ataque qu\u00edmico.<br \/>\n-9 de setembro: John Kerry diz que Assad pode evitar o ataque \u00e0 S\u00edria se entregar suas armas qu\u00edmicas, mas duvida que o ditador s\u00edrio v\u00e1 fazer isso. A S\u00edria recebe bem uma proposta russa de monitoramento do arsenal, mas os EUA reagem com ceticismo. Assad diz que os EUA devem estar &#8220;preparados para tudo&#8221; em caso de ataque \u00e0 S\u00edria. Obama afirma que &#8220;leva a s\u00e9rio&#8221; a proposta russa de monitorar o arsenal qu\u00edmico s\u00edrio, mas que quer ver a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas.<br \/>\n10 de setembro: O dia \u00e9 marcado por embates diplom\u00e1ticos relacionados ao plano russo para que a S\u00edria entregue suas armas qu\u00edmicas. A R\u00fassia afirma que j\u00e1 trabalha com a S\u00edria para um &#8220;plano concreto&#8221;. A Fran\u00e7a promete apresentar ao Conselho de Seguran\u00e7a da ONU uma resolu\u00e7\u00e3o sobre as armas qu\u00edmicas s\u00edrias, prevendo consequ\u00eancias se o regime n\u00e3o cumprir sua parte. O Kremlin revela que Putin e Obama discutiram a proposta de monitoramento, na semana anterior, \u00e0s margens da reuni\u00e3o do G20. A S\u00edria aceita a proposta russa, segundo a ag\u00eancia Interfax. Obama afirma que, apesar dessa negocia\u00e7\u00e3o, ainda defender\u00e1 a a\u00e7\u00e3o militar. O secret\u00e1rio de Estado Kerry diz que os EUA n\u00e3o v\u00e3o esperar muito por um plano russo. EUA, Reino Unido e Fran\u00e7a dedidem discutir a proposta no \u00e2mbito da ONU. A R\u00fassia convoca e depois cancela uma reuni\u00e3o emergencial do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU para tratar do tema. Putin diz que sua proposta s\u00f3 funcionar\u00e1 se os EUA e os aliados desistirem de atacar a S\u00edria. Obama pede mais tempo ao Congresso para discutir a proposta russa e, em discurso na TV, diz que vai analisar a proposta russa, mas com ceticismo.<br \/>\n11 de setembro: Um relat\u00f3rio da comiss\u00e3o de investigadores da ONU diz que a S\u00edria cometeu &#8220;crimes contra a humanidade&#8221; e que a oposi\u00e7\u00e3o ao governo de Bashar al-Assad cometeu &#8220;crimes de guerra&#8221;. A R\u00fassia entrega aos EUA o projeto sobre as armas qu\u00edmicas s\u00edrias, para an\u00e1lise. Os cinco membros permanentes do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU se re\u00fanem para tratar do tema.<br \/>\n12 de setembro: O governo dos EUA come\u00e7ou a entregar armas aos rebeldes s\u00edrios, revela o &#8220;Washington Post&#8221;. Em meio \u00e1s negocia\u00e7\u00f5es em Genebra, os EUA pedem que o governo s\u00edrio revele o tamanho de seu arsenal. Assad nega que tenha concordado com o plano russo por conta das amea\u00e7as dos EUA e promete aderir \u00e0 conven\u00e7\u00e3o antiarmas qu\u00edmicas se os americanos cessarem as amea\u00e7as. A ONU recebe os documentos da S\u00edria para ades\u00e3o \u00e0 conven\u00e7\u00e3o. Os EUA afirmam que a op\u00e7\u00e3o militar continua sobre a mesa.<br \/>\n13 de setembro: O &#8220;Wall Street Journal&#8221;, citando fontes americanas, afirma que o regime s\u00edrio est\u00e1 espalhando seu arsenal qu\u00edmico por dezenas de lugares, para dificultar sua localiza\u00e7\u00e3o. O secret\u00e1rio-geral da ONU afirma que o relat\u00f3rio da entidade deve confirmar o uso de armas qu\u00edmicas no ataque de 21 de agosto. Ban acusa o regime Assad de cometer &#8220;muitos crimes contra a humanidade&#8221;. EUA, R\u00fassia e ONU concordam em continuar buscando uma &#8220;solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica&#8221; para a crise s\u00edria.<br \/>\n14 de setembro: Estados Unidos e a R\u00fassia chegaram a um acordo sobre a crise no pa\u00eds. A S\u00edria ter\u00e1 uma semana para entregar um relat\u00f3rio sobre seu arsenal de armas qu\u00edmicas para evitar um ataque. Se a S\u00edria n\u00e3o cumprir os procedimentos para eliminar suas armas qu\u00edmicas, a amea\u00e7a de uso de for\u00e7a ser\u00e1 inclu\u00edda em uma resolu\u00e7\u00e3o do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU.<br \/>\n16 de setembro: Relat\u00f3rio da ONU confirmou que armas qu\u00edmicas foram usadas na S\u00edria. Segundo o secret\u00e1rio-geral Ban Ki-moon, &#8220;e o uso mais significativo confirmado de armas qu\u00edmicas contra civis desde que Saddam Hussein usou em Halabja, em 1988&#8221;. De acordo com as investiga\u00e7\u00f5es, 85% das amostras de sangue coletadas testaram positivo para sarin, enquanto quase todas as amostras biom\u00e9dicas verificadas testaram positivo para exposi\u00e7\u00e3o ao sarin.<br \/>\n17 de setembro: Pot\u00eancias do Conselho de Seguran\u00e7a negociam resolu\u00e7\u00e3o sobre armas qu\u00edmicas s\u00edrias.<br \/>\n18 de setembro: A R\u00fassia diz ter provas, fornecidas pelo regime s\u00edrio, de que os rebeldes foram respons\u00e1veis pelo ataque qu\u00edmico. Moscou afirma que o relat\u00f3rio foi parcial. A ONU defende a objetividade do texto. Em entrevista \u00e0 Fox News, Assad volta a se comprometer com a destrui\u00e7\u00e3o do arsenal qu\u00edmico.<br \/>\n19 de setembro: O secret\u00e1rio Kerry reafirma a convic\u00e7\u00e3o de que o regime s\u00edrio tem responsabilidade no ataque. Ele pede que o Conselho de Seguran\u00e7a da ONU atue em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 crise.<br \/>\n20 de setembro &#8211; A Organiza\u00e7\u00e3o para a Proibi\u00e7\u00e3o de Armas Qu\u00edmicas disse ter recebido uma primeira rela\u00e7\u00e3o das armas qu\u00edmicas s\u00edrias.<br \/>\n21 de setembro &#8211; A S\u00edria termina a entrega de dados \u00e0 Opaq.<br \/>\n24 de setembro &#8211; Uma explos\u00e3o, atribu\u00edda pelo regime a terroristas, deixa mortos e feridos em Damasco. Na Assembleia Geral da ONU, o presidente Obama reafirma que o papel dos EUA na guerra civil s\u00edria \u00e9 impedir o uso de armas qu\u00edmicas.<br \/>\n25 de setembro &#8211; Inspetores de armas da ONU voltam a Damasco para investigar mais 14 incidentes com suposto uso de armas qu\u00edmicas. O Conselho de Seguran\u00e7a da ONU chega a um consenso sobre a S\u00edria, mas n\u00e3o h\u00e1 detalhes sobre o texto. A R\u00fassia, no entanto, negou a exist\u00eancia de um acordo.<br \/>\n27 de setembro- O \u00f3rg\u00e3o que monitora armas qu\u00edmicas aprova o plano s\u00edrio para se desfazer de seu arsenal. O Conselho de Seguran\u00e7a da ONU aprova o projeto de resolu\u00e7\u00e3o que obriga o regime s\u00edrio a desmantelar suas armas qu\u00edmicas.<br \/>\n5 de outubro &#8211; Assad diz que, &#8220;se o povo quiser&#8221;, ele vai ser candidato nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais previstas para 2014.<br \/>\n6 de outubro &#8211; Come\u00e7a a destrui\u00e7\u00e3o do arsenal qu\u00edmico s\u00edrio, segundo fonte da Opaq.<br \/>\n9 de outubro &#8211; A Opaq pede um cessar-fogo tempor\u00e1rio para que seus inspetores possam trabalhar.<br \/>\n10 de outubro &#8211; Os inspetores reiniciam seus trabalhos, um dia depois da chegada de uma segunda equipe de especialistas a Damasco.<br \/>\n11 de outubro &#8211; A Opaq ganha o Pr\u00eamio Nobel da Paz 2013, pelos &#8220;amplos esfor\u00e7os&#8221; da entidade para eliminar os arsenais qu\u00edmicos pelo mundo. Saiba mais sobre a organiza\u00e7\u00e3o.<br \/>\n17 de outubro &#8211; A Opaq anunciou ter inspecionado quase metade das instala\u00e7\u00f5es do arsenal qu\u00edmico s\u00edrio.<br \/>\n18 de outubro &#8211; A Ar\u00e1bia Saudita se recusa a ocupar uma cadeira tempor\u00e1ria no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU para protestar pela impot\u00eancia do organismo ante os conflitos no Oriente M\u00e9dio, em particular na S\u00edria.<br \/>\n20 de outubro &#8211; O chefe da Liga \u00c1rabe, Nabil Elaraby, diz que as negocia\u00e7\u00f5es de paz foram marcadas para 23 de novembro em Genebra. O emiss\u00e1rio internacional para a S\u00edria, Lakhdar Brahimi, exige a presen\u00e7a de uma oposi\u00e7\u00e3o &#8220;cr\u00edvel&#8221; no encontro.<br \/>\n22 de outubro &#8211; Reunido em Londres, o grupo diplom\u00e1tico de Amigos da S\u00edria define, com representantes da oposi\u00e7\u00e3o, que Assad n\u00e3o deve desempenhar nenhum papel num futuro governo s\u00edrio.<br \/>\n25 de outubro &#8211; Um carro-bomba explode numa \u00e1rea da periferia de Damasco controlada por rebeldes e deixa dezenas de mortos e feridos.<br \/>\n29 de outubro &#8211; A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) confirma que existe uma epidemia de poliomielite em uma prov\u00edncia no nordeste da S\u00edria e disse que h\u00e1 um alto risco de ela se espalhar pela regi\u00e3o.<br \/>\n31 de outubro &#8211; A Opaq anuncia ter lacrado mais de mil toneladas de armas e subst\u00e2ncias qu\u00edmicas do governo s\u00edrio. Israel ataca uma base a\u00e9rea no noroeste da S\u00edria, tendo como objetivo um carregamento de m\u00edsseis destinado ao movimento xiita liban\u00eas Hezbollah.<br \/>\n4 de novembro &#8211; A ONU anuncia que o n\u00famero de s\u00edrios obrigados a abandonar seus lares devido \u00e0 guerra aingiu 6,5 milh\u00f5es de pessoas. Segundo a \u00e1rea de opera\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias, 9,3 milh\u00f5es de pessoas precisam de ajuda externa para sobreviver.<br \/>\n5 de novembro &#8211; Um obus cai sobre a embaixada do Vaticano na S\u00edria, sem deixar v\u00edtimas. Come\u00e7am as reuni\u00f5es preparat\u00f3rias para a confer\u00eancia de paz, mas nenhuma data \u00e9 definida. Combatentes curdos tomam o controle de 23 localidades no norte da S\u00edria.<br \/>\n6 de novembro &#8211; Rebeldes s\u00edrios assumem o controle de parte de um arsenal do Ex\u00e9rcito na prov\u00edncia central de Homs e levam uma grande quantidade de armas, segundo a OSDH.<br \/>\n7 de novembro &#8211; A Opaq anuncia que os especialistas que t\u00eam a miss\u00e3o de destruir o arsenal qu\u00edmico s\u00edrio inspecionaram 22 das 23 instala\u00e7\u00f5es declaradas pela S\u00edria. Os EUA come\u00e7am a consultar os aliados sobre a destrui\u00e7\u00e3o do arsenal.<br \/>\n8 de novembro &#8211; EUA pedem que Alb\u00e2nia destrua o arsenal qu\u00edmico s\u00edrio em seu territ\u00f3rio. A ONU anuncia que mais de 20 milh\u00f5es de crian\u00e7as ser\u00e3o vacinadas contra a p\u00f3lio na S\u00edria.<br \/>\n10 de novembro &#8211; A organiza\u00e7\u00e3o Human Rights Watch denuncia que a For\u00e7a A\u00e9rea da S\u00edria usou armas incendi\u00e1rias em dezenas de ataques ao longo do \u00faltimo ano.<br \/>\n11 de novembro &#8211; A oposi\u00e7\u00e3o s\u00edria concorda em participar de negocia\u00e7\u00f5es internacionais de paz em Genebra, mas determina as condi\u00e7\u00f5es que devem ser atendidas antes das negocia\u00e7\u00f5es.<br \/>\n13 de novembro &#8211; Os EUA elogiam a decis\u00e3o da oposi\u00e7\u00e3o de participar da confer\u00eancia de paz. O ex\u00e9rcito s\u00edrio assume o controle de uma cidade ao sul de Damasco durante uma ofensiva destinada a separar a capital dos sub\u00farbios.<br \/>\n15 de novembro &#8211; A Opaq adota um plano para a destrui\u00e7\u00e3o do arsenal s\u00edrio.<br \/>\n25 de novembro &#8211; A ONU marca para 22 de janeiro, em Genebra, a primeira confer\u00eancia direta de paz para tentar solucionar o confronto.<br \/>\n26 de novembro &#8211; Os rebeldes afirmam que n\u00e3o v\u00e3o cessar os combates durante a negocia\u00e7\u00e3o de paz.<br \/>\n27 de novembro &#8211; O governo s\u00edrio anunciou que vai \u00e0 confer\u00eancia de paz, mas descartou excluir Assad do processo de transi\u00e7\u00e3o de poder.<br \/>\n29 de novembro &#8211; Relat\u00f3rio do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) aponta que h\u00e1 ao todo 1,1 milh\u00e3o de crian\u00e7as s\u00edrias refugiadas pelo conflito &#8211; o que equivale a 52% do total de s\u00edrios que deixaram o pais.<br \/>\n2 de dezembro &#8211; O Observat\u00f3rio S\u00edrio afirma que a guerra matou mais de 125 mil pessoas. A ONU responsabiliza Assad por crimes de guerra e contra a humanidade no pa\u00eds.<br \/>\n17 de dezembro &#8211; A confer\u00eancia de paz sobre a S\u00edria \u00e9 remarcada para Montreaux.<br \/>\n18 de dezembro &#8211; S\u00e9rie de bombardeios do governo matam mais de 135 em Aleppo.<br \/>\n19 de dezembro &#8211; A ONU afirma que a campanha de desaparecimentos for\u00e7ados do governo s\u00edrio \u00e9 um crime contra a humanidade.<br \/>\n31 de dezembro &#8211; O n\u00famero de mortos no conflito passa de 130 mil, segundo o Observat\u00f3rio S\u00edrio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>21\/08\/2013 18h55 &#8211; Atualizado em 31\/12\/2013 11h50 G1 Entenda a guerra civil da S\u00edria Governo de Assad encara rebeli\u00e3o armada que j\u00e1 dura quase tr\u00eas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17695,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[120,8,118],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/portalroberiodeogum.com.br\/mc_2019\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6543"}],"collection":[{"href":"http:\/\/portalroberiodeogum.com.br\/mc_2019\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/portalroberiodeogum.com.br\/mc_2019\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/portalroberiodeogum.com.br\/mc_2019\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/portalroberiodeogum.com.br\/mc_2019\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6543"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/portalroberiodeogum.com.br\/mc_2019\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6543\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17701,"href":"http:\/\/portalroberiodeogum.com.br\/mc_2019\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6543\/revisions\/17701"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/portalroberiodeogum.com.br\/mc_2019\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17695"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/portalroberiodeogum.com.br\/mc_2019\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6543"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/portalroberiodeogum.com.br\/mc_2019\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6543"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/portalroberiodeogum.com.br\/mc_2019\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6543"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}