Economistas creem que PIB avançou 2,28% em 2013. Projeção para inflação foi alterada, de 5,73% para 5,74%.

O mercado financeiro ficou mais pessimista em relação ao comportamento da inflação e do crescimento da economia em 2013, segundo números divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (6) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. O documento é fruto de pesquisa feita com mais de 100 instituições financeiras na semana passada.

A estimativa dos economistas dos bancos para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2013 subiu de 5,73% para 5,74%. Já para 2014, a expectativa dos analistas para o comportamento da inflação recuou de 5,98% para 5,97%, de acordo com o levantamento da autoridade monetária.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2013, a previsão dos economistas recuou de 2,3% para 2,28% na semana passada. Para 2014, a perspectiva também também foi alterada, de alta de 2% para 1,95%. O crescimento previsto para 2014 é cerca de metade do estimado no orçamento para o ano – de 3,8%.

Sistema de metas de inflação e juros Pelo sistema de metas que vigora no Brasil, o BC tem que calibrar os juros para atingir as metas preestabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2013 e 2014, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

Apesar do sistema de metas de inflação estabelecer uma meta central de 4,5% para o ano, o presidente do BC, Alexandre Tombini, tem se comprometido somente com a queda da inflação em 2013 frente ao patamar registrado em 2012 e com um novo recuo em 2014.

Após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ter subido, no fim de novembro, a taxa básica de juros da economia brasileira, de 9,5% para 10% ao ano, o mercado manteve a previsão de novas altas do juro em 2014 – para 10,5% ao ano no fechamento do próximo ano. A expectativa do mercado é que a próxima elevação nos juros, para 10,25% ao ano, já aconteça em janeiro.