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Robério de Ogum

“Gostaria de errar minhas previsões”

Um dos médiuns mais requisitados do País prevê para 2013 o agravamento da crise econômica no Brasil e no mundo e um período de conflitos e guerras

por João Loes

APOSTA Robério de Ogum diz que quatro ministros da presidenta Dilma irão cair em 2013

Foi em novembro de 2012 que o médium paulista Robério Alexandre Bavelone, 58 anos, conhecido nacionalmente como Robério de Ogum, recebeu a primeira indicação de que 2013 seria um ano complicado para o Brasil e o mundo. Desde então, de sua casa em Alphaville, na região metropolitana de São Paulo, ele passou a acompanhar as mensagens que diz receber de seus guias espirituais alertando para crises, guerras e mortes. “Vamos perder um grande ex-jogador de futebol, outros dois que foram campeões do mundo, duas das maiores atrizes da televisão, um grande homem da comunicação esportiva e um grande cantor de música popular”, diz, sem dar nomes por temer processos. Como um dos mais famosos médiuns do País, Robério de Ogum já aconselhou celebridades, políticos, esportistas e empresários e acertou previsões controversas como a cura de Reynaldo Gianecchini e a saída de Mano Menezes do comando da Seleção Brasileira, só para citar duas recentes. “Mas erro também”, afirma. “A maioria das previsões que faço quero errar”, diz, admitindo que boa parte das antevisões que recebe é negativa. Em conversa com ISTOÉ ele apontou perspectivas cinzentas para 2013.

ENTRE-02-IE-2251.jpg “Vejo Lula como o candidato do Partido dos Trabalhadores para as eleições presidenciais”

ENTRE-03-IE-2251.jpg “São grandes as chances de o Felipão não continuar como treinador da Seleção Brasileira”

 

ISTOÉ -Como será 2013?
ROBÉRIO DE OGUM –

Teremos muitas dificuldades, muitas perdas, muitas transformações. No plano espiritual, este ano será regido por Ogum, que é um santo de guerra, e por Iemanjá, que é mais dócil. Enquanto o primeiro fará do ano um período muito difícil, a segunda tentará amenizar todo esse peso. Se 2012 foi o ano da justiça, 2013 será o ano do conflito, da guerra.

ISTOÉ -Em 2012, a crise econômica pesou na Europa com reflexos no mundo e no Brasil. Ela continua em 2013?
ROBÉRIO DE OGUM –

Este é um ano muito complicado financeiramente também. Todas as camadas da população – dos mais pobres aos mais ricos – sofrerão com a crise econômica que continua em 2013. Vai ser pior do que 2012. Para o mundo e para nós, brasileiros.

ISTOÉ -Então o pibão que a presidenta Dilma falou que espera para 2013 é inviável?
ROBÉRIO DE OGUM –

Seria muito pretensioso, diante de todas as circunstâncias, cravar que teremos um pibão, que só a gente vai crescer. Como espiritualista, eu não consigo enxergar isso. Não tem Dilma ou Barack Obama com força suficiente para atenuar o que vem em 2013.

ISTOÉ -O sr. vê algum outro país entrando em grave crise em 2013?
ROBÉRIO DE OGUM –

A Argentina pode cair em uma convulsão social no ano que começa. Olhando espiritualmente para a Argentina, se vê que há uma espécie de resgate de tradições mais antigas, como o peronismo. Isso é coisa dos espíritos antigos que ainda vagam por lá, saudosos de outro tempo.

ISTOÉ -Politicamente, no Brasil, o que acontece de relevante?
ROBÉRIO DE OGUM –

Veremos a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com muita força, mobilizando o País inteiro, fazendo discursos apaixonados e atuando, como nunca, no corpo a corpo com os eleitores. Nesse sentido ainda, se nada de muito atípico acontecer, vejo Lula como o candidato do Partido dos Trabalhadores para as eleições presidenciais de 2014. No plano espiritual, Dilma já abriu mão da candidatura em 2014 se Lula chegar com força e saúde e manifestar o desejo de se candidatar.

ISTOÉ -E a presidenta Dilma? Como fica polticamente?
ROBÉRIO DE OGUM –

Em 2013 veremos a Dilma com prestígio em ascensão. Ela vai continuar a passar o País a limpo, punindo quem tem que punir e cortando na carne. Ela não vai ter piedade de nada.

ISTOÉ -Ministros cairão?
ROBÉRIO DE OGUM –

Não sei se a presidenta Dilma vem com uma limpeza de ministérios. Mas mudam pelo menos quatro ministros, não posso dizer quais. É uma estratégia política dela. Espiritualmente, porém, percebe-se que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, está mais cansado. Se ele pudesse deixar o cargo, sinto que ele deixaria. Isso pode acontecer em 2013.

ISTOÉ -Surgirá alguma nova liderança política em 2013?
ROBÉRIO DE OGUM –

Vejo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, como uma força em ascensão bastante importante. Vai ter gente fazendo de tudo para lançá-lo como político. Mas não vai acontecer porque ele não vai aceitar. Outra grande liderança que é de nível estadual e deve tentar algo em nível federal é o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Ele pode até se tornar ministro, deixando o cargo de governador.

ISTOÉ -O sr. falou em muitos conflitos pelo mundo. Onde exatamente? No Oriente Médio?
ROBÉRIO DE OGUM –

Quando falo em guerra e em conflito não me limito às guerras com armas e sangue. Guerras ideológicas terão grandes consequências em 2013. Na Europa, por exemplo, vemos uma Alemanha que titubeia e pode vir a desistir de ajudar outros países do bloco. Uma guerra de vontades dentro da União Europeia, entre grandes potências, como a França e a própria Alemanha, também não está descartada.

ISTOÉ -Em meio a tantas crises e guerras, como fica o presidente americano, Barack Obama?
ROBÉRIO DE OGUM –

Eu previ a dificuldade das eleições. Quando a campanha começou e ele parecia disparado na frente, pensei que tinha errado. Mas aí ele começou a despencar nas pesquisas. No fim, meu guia espiritual me alertou que ele seria salvo por um evento natural que daria a ele uma chance de mostrar sua liderança. E foi isso que aconteceu, com o furacão Sandy na Costa Leste. Isso o ajudou demais. Porque a certa altura da campanha ele correu um risco real de perder. Não perdeu, mas terá um segundo mandato cheio de problemas.

ISTOÉ -Muito se fala da saúde do papa Bento XVI. Como será 2013 para ele?
ROBÉRIO DE OGUM –

O papa vai viver um ano muito difícil em termos de saúde.

ISTOÉ -Em 2013, teremos a Jornada da Juventude no Brasil. Ele vai conseguir vir?
ROBÉRIO DE OGUM –

Muito difícil. Sinto hoje, com relação a ele, o que sentia com relação ao papa João Paulo II pouco antes de ele morrer.

ISTOÉ -2013 também é ano de Copa das Confederações no Brasil. Como a Seleção irá se sair?
ROBÉRIO DE OGUM –

O Brasil será campeão com certa facilidade. O futebol brasileiro brilhará, apesar da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que terá um ano muito difícil.

ISTOÉ -Difícil em que sentido?
ROBÉRIO DE OGUM –

averá grande movimentação dentro da CBF. O presidente, José Maria Marin, deve deixar a presidência em 2013 por causa de escândalos que irão surgir.

ISTOÉ -Isso não terá impacto na Copa das Confederações?
ROBÉRIO DE OGUM –

O Brasil vai conseguir entregar um belo evento. Mas as coisas vão dar certo não por causa da CBF, e sim porque o governo e o povo estarão muito empenhados nisso.

ISTOÉ -E o técnico, Luiz Felipe Scolari, como fica nessa confusão toda?
ROBÉRIO DE OGUM –

No ano passado fiz a previsão de que o treinador da Seleção Brasileira, Mano Menezes, cairia. E caiu. Nessa mesma época, já via o Felipão indo para o comando da Seleção. E, nesse cenário de crise na CBF, são grandes as chances de o Felipão não continuar como treinador da Seleção Brasileira. O Felipão não vive um grande momento. Ele já não tem a mesma luz que tinha, pois está muito mais racional do que emotivo. O forte dele sempre foi a emoção.

ISTOÉ -No ano passado o sr. previu uma contusão para o Neymar que não aconteceu.
ROBÉRIO DE OGUM –

Eu errei. Quando fiz essa previsão, via que o Neymar estava muito exposto. Até espiritualmente. Mas ele soube superar isso com o livre arbítrio dele. Ele tomou as decisões certas e se protegeu. Hoje, Neymar é mais maduro espiritualmente. Graças a Deus ele não se machucou. Foi bom eu ter errado.

ISTOÉ –O sr. gosta de errar previsões?
ROBÉRIO DE OGUM –

Olha, gostaria de errar minhas previsões. Quando erro, a pessoa geralmente tem um futuro mais tranquilo. Quando acerto, geralmente não é coisa boa. Porque previsão é assim. Se eu falar para você: “O Neymar vai brilhar e jogar fora do País”, isso é sabido, já está escrito.

ISTOÉ -Então o sr. garante que ele vai para o Exterior até 2014?
ROBÉRIO DE OGUM –

No final de 2013 ele vai para fora. Mas isso é chover no molhado. É evidente que o Santos vai trazer um ou dois jogadores de fora e depois vender o Neymar. Qualquer um sabe disso. Não é previsão, é lógica.

ISTOÉ -Que personalidades precisam tomar cuidado em 2013?
ROBÉRIO DE OGUM –

O ex-presidente José Sarney, a rainha da Inglaterra, Eliza-beth II, e o papa Bento XVI. O ano também não é bom para o Silvio Berlusconi (ex-primeiro-ministro italiano), que pode sofrer um atentado.

ISTOÉ -2012 foi o ano do fim do mundo, que não aconteceu. Por que as pessoas precisam tanto acreditar em profecias do fim dos tempos?
ROBÉRIO DE OGUM –

O interesse talvez seja tão grande porque é uma questão cuja resposta só é conhecida por Deus. Questionei o plano espiritual sobre essa história do fim do mundo em diversas ocasiões. O meu guia, Senhor Ogum, costuma rir porque ninguém, a não ser Deus, sabe quando o mundo vai acabar. Especular sobre isso não faz nenhum sentido. Mas há quem faça. Tem gente que vende vela a R$ 150 e jura que ela garante proteção contra o fim do mundo, outros que benzem as pessoas com água da torneira dizendo que é benta. É uma tristeza, mas existe. E existe não só na minha religião, mas em todas. É a exploração da fé.

ISTOÉ -Mas você acredita no fim do mundo?
ROBÉRIO DE OGUM –

Acredito no juízo final. O dia em que todos nós estaremos diante de Deus e ele fará a separação entre o lixo humano e os humanos de bem. Esse dia vai chegar. Só não sei quando nem como vai ser. Só Deus.

ISTOÉ -Como é a sua rotina?
ROBÉRIO DE OGUM –

Eu dou o meu corpo, toda a minha matéria física para o plano espiritual usar. Acordo às 5h30 da manhã e já estou a serviço. Tomo ordem e bronca o dia inteiro. Mas é assim. Me sinto um privilegiado. Hoje faço cerca de 20 atendimentos pessoais por dia no meu templo e dou apoio a algumas empresas que estão comigo há mais de 35 anos. Já atendi 300 pessoas em um dia, já viajei o Brasil dando apoio ao técnico Wanderley Luxemburgo. Mas cansei. Hoje vivo uma rotina mais tranquila. Ainda assim, é bem puxado. É o meu trabalho.